quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Terreiro de candomblé realiza 1º casamento civil em Salvador

Um terreiro de candomblé do bairro de Massaranduba, em Salvador, realizou neste sábado (29) o primeiro casamento civil na capital baiana. Desde 1988, a constituição brasileira permite esse tipo de celebração, mas os espaços religiosos precisavam estar regularizados. "Estando os terreiros regularizados, com os estatutos discriminando quem são os celebrantes, os presidentes das solenidades, a Justiça aceita isso como representação no terreiro para que seja feito o casamento religioso com efeito civil", explicou o juiz Alberto dos Santos, em entrevista à TV Bahia. Na cerimônia, todo o simbolismo que a tradição da religião exige, como a separação das folhas da pitangueira. "As folhas representam o caminho", explica uma das organizadoras do evento. No barracão, incenso para purificar o ambiente e um tapete de folhas e pétalas preparado pelo casal. Ainda de acordo com a reportagem, o noivo, o francês Máximo Rangoni, chegou ao terreiro ao som do berimbau e quando a noiva entrou, a baiana Camila Rangoni, os alabês deram o toque nos atabaques. A cerimônia durou cerca de 40 minutos e foi marcada pela emoção dos noivos e da família. Os dois se conheceram pela internet, se apaixonaram e mesmo sem fazer parte da religião afrobrasileira resolveram se casar no candomblé. "É a religião que mais se aproxima da nossa ideia de energia, de vida, de tudo", justificou o estrangeiro.

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